quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amor a distância


O que falar de um sentimento tão lindo, não é? Quando pensamos que já sabemos tudo sobre ele, o destino nos prega uma peça, mostrando que ele é muito mais grandioso do que nossa compreensão consegue associar e perceber. Agora possuo uma base para falar o quão a distância pode ser ruim a esse sentimento... A verdade é que quilômetros deixam corações partidos, fazem várias lágrimas caírem e até causam cicatrizes emocionais gigantescas. No entando, essa distância as vezes devastadora, é o que dá uma continuação ao que teria fim, ou até um novo começo, com mais fortaleza e futuro talvez. Algumas vezes a saudade é necessária, para nos fazer ver, que não houve desgaste algum ao amor, nem muito menos fez ele deixar de existir!
O que é verdadeiro, o tempo não destrói, outras pessoas não corrompem e eu poderia dar diversos exemplos, por linhas e mais linhas aqui, mas não é esse meu objetivo.
Não é simples e prático ver raramente quem se deseja ver todos os dias, contar todos os segredos, abraçar, tocar, sentir. No entando, às vezes temos que perder do convívio para darmos o devido valor e importância a quem queremos o bem mutuamente e sem dúvidas, para sempre.
Também existe aquela saudade eterna, aquela que vai doer quando você lembrar e pensar, aquela que não cabe a nós arranjar um dinheiro, comprar uma passagem e viajar horas, cansar, mas receber a melhor recompensa: Um abraço. Ou um simplório "Eu te amo." Me refiro a saudade que nem sabemos se um dia vamos conseguir suprir com alguma forma de carinho, mas mantemos a esperança de que não importa quantos anos, décadas, séculos se passem, vamos esperar para encontrar. O importante é sabermos que esse amor não se esfarela e que o vento não pode apagá-lo num sopro! Brilha onde estiver, vôzão.

Texto dedicado a Werno Alberto Haag e Vanessa Ferraz Corrêa.

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